COIMBRA,9 de Maio de 2026

Centro de Arte Contemporânea de Coimbra é inaugurado amanhã

3 de Julho 2020 Rádio Regional do Centro: Centro de Arte Contemporânea de Coimbra é inaugurado amanhã

O Centro de Arte Contemporânea de Coimbra é inaugurado amanhã com uma exposição que dá a conhecer parte da Colecção BPN, na qual figuram obras de Paula Rego, Júlio Pomar, Amadeo Souza-Cardoso e Maria Helena Vieira da Silva.

A Colecção BPN (ex-Banco Português de Negócios), que foi adquirida pelo Estado por cinco milhões de euros, vai ficar instalada em Coimbra, no Centro de Arte Contemporânea, situado para já num edifício junto ao Arco de Almedina, que é inaugurado no sábado, Dia da Cidade.

Para dar a conhecer a colecção do antigo banco, foi criado um ciclo de exposições, intitulado “De que é feita uma Colecção?”, elaborado pelo curador do Centro de Arte Contemporânea de Coimbra, José Maçãs de Carvalho, e pelo curador da Colecção de Arte Contemporânea do Estado, David Santos.

A primeira, de nome “Corpo e Matéria”, revela 27 das quase 200 obras da Colecção BPN que vão ficar na cidade pelo prazo de 25 anos (renovável por igual período pelas partes envolvidas – Câmara de Coimbra e Ministério da Cultura).

Nesta primeira exposição, vão estar expostas obras de fotografia, pintura e escultura.

Amadeo de Souza-Cardoso, Eduardo Batarda, Julião Sarmento, Ana Vidigal, Maria Helena Vieira da Silva, Paula Rego, Rui Chafes ou João Louro são alguns dos nomes representados, numa exposição que conta também com a participação de artistas estrangeiros, como Allan Sekula, Douglas Gordon ou Paul Morrison.

“A colecção não tinha um curador específico e o que estamos a fazer é a tentar dar uma forma narrativa e interpretativa a um conjunto de obras que, neste momento, estão numa espécie de vizinhança súbita”, explicou o curador do Centro de Arte.

José Maçãs de Carvalho salientou o desafio que foi pegar nessa colecção “em potência” e tentar “encontrar sinais perdidos no tempo” – quase uma espécie de “arqueologia da colecção” para tentar criar uma narrativa.

De acordo com David Santos, a Coleção BPN compreende quase 200 peças de arte moderna e contemporânea, que dão “um panorama da arte portuguesa na segunda metade do século XX”, com excepção da obra que estará presente na primeira exposição de Amadeo de Souza-Cardoso.

Para o Curador da Colecção do Estado, um dos ‘ex libris’ da colecção será a pintura de Souza-Cardoso, destacando também “Les Berges”, de Vieira da Silva, e uma escultura em ferro de Rui Chafes da série “Da Vida Monástica”, para além de obras de Eduardo Batarda e José Loureiro.

O presidente da Câmara de Coimbra, Manuel Machado, considera que a vinda da Colecção BPN para Coimbra “é muito importante” para a cidade, permitindo também criar “mais um ponto atractivo para a visita”, em pleno coração da cidade, onde se pode “apreciar o antigo e o novo”.

O Centro de Arte Contemporânea de Coimbra, instituído pelo Ministério da Cultura em articulação com o município, fica, para já, em três dos quatro pisos de um edifício junto ao Arco de Almedina.

As instalações definitivas do Centro serão, após obras de requalificação, na antiga sucursal da Manutenção Militar em Coimbra (cujo imóvel passou do Ministério da Defesa para Câmara de Coimbra em maio de 2017), na Avenida Sá da Bandeira, a algumas centenas de metros do edifício que recebe provisoriamente a Colecção BPN.

Questionado pela agência Lusa, Manuel Machado referiu que, logo a seguir à abertura do Centro, a autarquia vai “intensificar o trabalho para reunir fontes de financiamento” de forma a avançar com a intervenção na Manutenção Militar.

O destino da Colecção BPN aguardava decisão do Governo desde a nacionalização daquela instituição bancária, em 2008.

Para além de três quadros da pintora Maria Helena Vieira da Silva, entretanto depositados na Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva (onde se manterão), o acervo de obras de arte do ex-BPN reúne obras de artistas consagrados como Paula Rego, Amadeo de Souza-Cardoso, Mário Cesariny, Rui Chafes, Eduardo Batarda e António Dacosta.

Deste acervo saiu a polémica Colecção Miró, que estava para ser vendida no estrangeiro, mas acabou por ficar em Portugal (no Porto, na Fundação de Serralves).

Agência Lusa

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