As autoridades temiam na madrugada de hoje uma inundação do rio Ceira, afluente do Mondego, na localidade do Cabouco, às portas de Coimbra, mas as piores previsões não se concretizaram.
“Estávamos alertados, mas, apesar de ter chovido muito durante toda a noite, o rio não inundou os campos e as casas, como na semana passada”, disse à agência Lusa Lurdes Antunes, proprietária do café Tolan, o único da aldeia.
Depois das cheias da semana passada, em que a água dentro do café atingiu cerca de 1,70 metro de altura, danificando vários equipamentos, o caudal começou a reduzir na sexta-feira e, nesse dia à noite, já não havia água dos terrenos contíguos à margem.
No entanto, o caudal do rio aumentou cerca de um metro entre a 00h00 e as 9h00 da manhã de hoje, disse Lurdes Antunes, habituada quase todos os anos a lidar com este cenário de cheias.
Devido aos alertas da Protecção Civil, quase toda a população da zona mais baixa do Cabouco foi pernoitar a casa de familiares, adiantou a comerciante.
“Praticamente não ficou ninguém a dormir na zona baixa. Se houve um ou dois moradores a ficar em casa foi muito”, acrescentou a sua sobrinha Cátia Martins.
No pavilhão da Casa do Povo de Ceira, a Câmara de Coimbra tinha montado uma zona de concentração e apoio para acolher eventuais desalojados, o que acabou por não acontecer. “Não foi preciso aqui ninguém pernoitar”, confirmou à agência Lusa o presidente da Casa do Povo de Ceira, Arlindo Santos.
Para a eventualidade de evacuar localidades devido a inundações, a Câmara de Coimbra criou sete áreas no concelho para onde as pessoas se deverão dirigir e que todos os agentes de protecção civil têm conhecimento dessa informação.
Fonte: Campeão das Províncias
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