A Águas de Coimbra consignou hoje (22) a reabilitação de colectores e condutas nas ruas Gil Vicente e António Nobre e na Travessa António Nobre, num investimento de cerca de 343 mil euros, acrescido de IVA, que prevê separar as águas pluviais das residuais e renovar a rede de abastecimento.
Esta obra, cofinanciada pelo programa Centro 2030 e com conclusão prevista para Maio de 2027, vai substituir infra-estruturas com mais de 30 anos e criar uma nova rede pluvial, ficando a existente reservada às águas residuais domésticas.
O presidente do Conselho de Administração da Águas de Coimbra, Pedro Geirinhas, considerou esta uma obra “muito significativa”, integrada na estratégia de investimento da empresa municipal na melhoria de infra-estruturas.
“Esta obra tinha como indicadores um elevado número de roturas”, clarificou, salientando que se trata de “uma rede com mais de 30 anos” que necessitava de intervenção nos ramais e condutas de água.
Segundo o responsável, as inspecções realizadas confirmaram também problemas de drenagem.
“Aqui havia uma rede unitária das águas pluviais e do saneamento e isso implica que não é bem tratado nem uma coisa nem outra”, explicou, acrescentando que esta empreitada permitirá criar redes separativas.
A nova rede pluvial terá cerca de 255 metros de colectores, além de sumidouros, sarjetas de dupla entrada e 26 ramais domiciliários. O projecto integra-se na bacia de drenagem da Ribeira da Solum e teve por base um estudo dos caudais pluviais.
A rede de saneamento também será intervencionada, depois de uma inspecção por vídeo ter identificado fissuras, roturas e ligações deficientes. Sempre que possível as reparações serão feitas sem abertura de vala.
Na rede de abastecimento serão instalados cerca de 656 metros de novas condutas e instalados ou remodelados 27 ramais. Parte da substituição recorrerá à técnica de “pipe bursting”, reduzindo as escavações.
Pedro Geirinhas enquadrou ainda a intervenção numa estratégia mais ampla de adaptação a fenómenos meteorológicos extremos, defendendo que a separação das redes permite dispor de infra-estruturas “mais resilientes”.
O responsável reconheceu que a obra trará constrangimentos aos residentes, mas sublinhou a importância da intervenção. Durante os trabalhos, a Águas de Coimbra garante a continuidade dos serviços de abastecimento e drenagem, através das redes existentes ou de soluções provisórias.
O presidente da Junta de Freguesia de Santo António dos Olivais, Francisco Rodeiro, congratulou-se com uma obra “muito reclamada pelos residentes” e considerou que esta irá “melhorar as condições de vida” naquela zona.
Já o vereador da Câmara de Coimbra, Luís Francisco Filipe, destacou a “noção de parceria” associada à obra, defendendo que “todos são precisos” e que “ninguém faz nada sozinho”. O autarca lembrou ainda a necessidade de encontrar financiamento para concretizar intervenções desta natureza.
A Águas de Coimbra tem actualmente 19 empreitadas em curso, num investimento global de 13,7 milhões de euros.
Fonte: Campeão das Províncias
Ouça aqui a entrevista a Pedro Geirinhas da Águas de Coimbra:
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