COIMBRA,8 de Maio de 2026

Académica/OAF prepara SAD com investimento norte-americano de 4,9 milhões de euros

27 de Maio 2022 Rádio Regional do Centro: Académica/OAF prepara SAD com investimento norte-americano de 4,9 milhões de euros

O acordo de constituição de uma Sociedade Anónima Desportiva (SAD) da Académica de Coimbra – OAF prevê que o investidor tenha 49% do capital social e subscreva um aumento de capital de 4,9 milhões de euros.

Na quinta-feira à noite, numa sessão para explicar o acordo já existente com a empresa norte-americana Athlon Family Office, com sede na Florida, o vice-presidente Afonso Pedrosa adiantou que o aumento de capital será efectuado com pagamentos faseados até 31 de Outubro de 2023.

Segundo o contrato assinado entre as partes, que carece ainda de aprovação em Assembleia-Geral, a investidora terá de entregar meio milhão de euros até 15 dias após a deliberação favorável pelos sócios do clube e mais 1,5 milhão de euros até ao dia 30 de Junho.

O restante montante (2,9 milhões de euros) terá de ser liquidado em duas tranches iguais, uma até ao dia 31 de Janeiro de 2023 e a outra até 31 de Outubro do mesmo ano.

De acordo com Afonso Pedrosa, os 4,9 milhões de euros serão utilizados para liquidar o passivo do Organismo Autónomo de Futebol (OAF) e “reorganizar financeiramente o clube”.

A investidora compromete-se a dotar a Académica SAD dos meios financeiros para investimento na equipa de futebol profissional nos próximos cinco anos, assegurando um orçamento anual mínimo de 1,2 milhão de euros para a Liga 3, três milhões na II Liga e 5,5 milhões de euros na I Liga.

O dirigente adiantou ainda que o Conselho de Administração da Académica SAD será constituído por cinco elementos, eleitos para mandatos de três anos, em que o presidente será obrigatoriamente o presidente da Académica OAF.

A Briosa tem ainda direito a nomear dois vogais executivos, tantos como a investidora norte-americana Athlon Family Office, que gere fundos de atletas e ex-atletas.

Em caso de incumprimento da investidora, a Académica terá direito a recomprar os 49% do capital social por 50% do investimento inicial efectivamente realizado.

Na reunião de quinta-feira à noite, moderada por Lino Vinhal, Director do “Campeão”, e que registou boa afluência, o vice-presidente Afonso Pedrosa salientou que o clube apresentou sempre prejuízos desde a constituição da Sociedade Desportiva Unipessoal por Quotas (SDUQ), “tirando o ano em que participou na Liga Europa”.

“Entendemos que a solução em mãos é muito boa e que, neste momento, é a única solução para a Académica”, sublinhou o dirigente, frisando que, actualmente, só a I Liga é auto-sustentável.

A apresentação do acordo com a investidora norte-americana decorre numa altura em que a Académica se prepara para ir a votos no dia 4 de Junho, em que o actual presidente da Direcção, Pedro Roxo, é recandidato ao cargo. A sufrágio vai estar outra lista, liderada pelo jurista Miguel Ribeiro, que foi coordenador dos escalões de formação do clube.

A Académica é liderada há cinco anos por Pedro Roxo, que assumiu a presidência depois da saída de Paulo Almeida e venceu as últimas eleições, realizadas há três anos, contra o médico Joaquim Reis.

A Académica/OAF desceu à Liga 3, ao fim de 88 épocas consecutivas entre o primeiro e segundo escalões de futebol nacionais, como último classificado da II Liga de futebol, com somente 17 pontos, fruto de apenas três vitórias e oito empates, além de 23 derrotas.

Fonte: Campeão das Províncias

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