Filipe Preces, José Machado, Amílcar Falcão, Ana Abrunhosa, Vítor Simões e Joaquim Reis estiveram presentes na assinatura do protocolo que abre uma nova etapa na relação entre a AAC/SF e a AAC/OAF.
A Académica – Organismo Autónomo de Futebol (AAC/OAF) e a Académica – Secção de Futebol (AAC/SF) deram na quinta-feira (1) um passo para a união das duas estruturas, com a assinatura de um protocolo que coloca a formação sob coordenação comum e e aprofunda o caminho conjunto no futebol académico.
“Académica só há uma”, sublinhou o presidente da AAC/OAF, Joaquim Reis, para quem o entendimento procura pôr fim a anos de confrontos que causaram “danos no nome e na instituição Académica”.
Segundo o dirigente, este processo começou há cerca de um ano, com um projecto-piloto nos escalões sub-15 e sub-16, entretanto alargado a toda a formação.
Dos quatro aos 19 anos, os atletas passam a integrar um modelo formativo comum, sob coordenação técnica da AAC/OAF e com acompanhamento do coordenador da AAC/SF.
A única equipa que permanece fora desta organização comum é, para já, a sénior da AAC/SF, mas Joaquim Reis adiantou que a sua transformação em equipa satélite da formação profissional está prevista no protocolo e deverá constituir o próximo passo, no final da época.
“Não termina aqui”, frisou, sustentando que o objectivo é pôr fim a conflitos que, ao longo dos anos, prejudicaram a Académica e enfraqueceram as suas estruturas.
“Juntos somos incomparavelmente mais fortes”
Filipe Preces, responsável pela Secção de Futebol, considerou que o acordo ultrapassa “uma simples aproximação institucional” e representa a vontade de “reparar uma anomalia histórica”.
“A união que hoje celebramos representa um reforço da identidade de ambas as instituições. Significa perceber que juntos somos incomparavelmente mais fortes”, frisou.
Segundo Preces, o projecto terá uma vertente de alto rendimento e democratiza a prática de futebol, procurando garantir espaço competitivo aos atletas entre os cinco e os 19 anos: “Os nossos atletas e os da OAF serão os atletas da Académica. Não haverá mais dispensas”, garantiu.
A aproximação já tinha ganho expressão com a Briosa Talent, criada conjuntamente pelas duas estruturas para aumentar a capacidade de integrar atletas e equipas nos escalões de formação e que já participou nas competições da Associação de Futebol de Coimbra.
Por razões regulamentares, OAF e SF continuarão a competir com as actuais designações, procurando evitar, sempre que possível, equipas das duas estruturas nos mesmos escalões.
Uma nova etapa com caminho partilhado
O presidente da Associação de Futebol de Coimbra, Vítor Simões, considerou o protocolo “um passo significativo” entre estruturas que partilham valores e objectivos, criando novas oportunidades para os jovens atletas.
“Estamos perante um momento de muita consideração histórica”, afirmou, defendendo que a cooperação permitirá potenciar sinergias e fortalecer o ecossistema desportivo regional.
“Com este protocolo, a Académica fica mais forte”, resumiu.
Também Ana Abrunhosa, presidente da Câmara de Coimbra, classificou o protocolo como um “passo gigante” e defendeu que a união entre as duas estruturas demonstra que cooperar não significa perder identidade ou poder. “É exatamente o contrário”, afirmou.
A autarca destacou o reforço da marca Académica, considerando que uma imagem mais coesa poderá aumentar a capacidade de atrair investimento. “Com este compromisso firme, ambas as lideranças provaram que sabem ler as exigências do futuro”, afirmou, defendendo que o nome e o interesse da instituição devem prevalecer sobre divergências antigas.
Fonte: Campeão das Províncias
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