COIMBRA,8 de Setembro de 2026

Planta invasora Cortadéria presente em mais de 200 municípios portugueses

8 de Setembro 2026 Rádio Regional do Centro: Planta invasora Cortadéria presente em mais de 200 municípios portugueses

A Cortadéria, também conhecida como erva-das-pampas, está já identificada em mais de 200 municípios de Portugal continental.

A Cortadéria, também conhecida como erva-das-pampas, está presente em pelo menos 208 municípios de Portugal continental e representa riscos ambientais e para a saúde humana, alertaram especialistas, que defendem uma intervenção mais rápida para conter a sua expansão. 

Segundo Hélia Marchante, professora da Escola Superior Agrária da Universidade Politécnica de Coimbra e especialista em plantas invasoras, um estudo realizado em 2025 colocou a Cortadéria entre as dez espécies invasoras com distribuição mais ampla no país.  

A investigadora considerou que a invasão já está instalada e em rápida progressão, defendendo que cada atraso na intervenção aumenta os custos e dificulta o controlo da espécie. 

Esta planta, originária da América do Sul e conhecida pelas suas plumas, é frequentemente encontrada junto a estradas, zonas costeiras e margens de rios, mas também em jardins privados e espaços públicos.  

A Cortadéria está incluída desde 2019 na Lista Nacional de Espécies Invasoras, estando proibidas, entre outras actividades, a sua detenção, cultivo, comércio, transporte e utilização ornamental. 

Hélia Marchante frisou que a legislação prevê mecanismos de vigilância, comunicação de novas ocorrências e planos de acção para controlo, contenção ou erradicação, mas o plano nacional para a Cortadéria, preparado pelo Instituto da Conservação da Natureza (ICNF), continua por publicar e implementar.  

A investigadora, responsável na Escola Superior Agrária de Coimbra pelo projecto europeu “LIFE COOP Cortaderia”, que envolve instituições de Portugal, Espanha e França, defendeu uma actuação precoce sobre novos focos, antes de a planta se tornar dominante. 

Esta espécie apresenta ainda riscos para a saúde devido ao carácter alergénico do polén. Por ter uma floração tardia, poderá prolongar a exposição ao pólen para o Outono, criando uma segunda época de risco, sobretudo em regiões mediterrânicas. 

Os investigadores defendem uma actuação coordenada entre administração central, municípios, gestores de áreas protegidas e outras entidades públicas, atribuindo também aos cidadãos um papel na identificação e comunicação de novas ocorrências e na eliminação da planta em jardins e terrenos privados. 

Fonte: Campeão das Províncias

GRUPO MEDIA CENTRO  |  SOBRE NÓS  |  ESTATUTO EDITORIAL  |  CONTACTOS

AS NOSSAS RÁDIOS

 

Todos os direitos reservados Grupo Media Centro

Rua Adriano Lucas, 216 - Fracção D Eiras - Coimbra 3020-430 Coimbra

Powered by Digital RM