COIMBRA,21 de Julho de 2026

Tábua assina protocolos para estudar presença romana e exploração aurífera do rio Alva

21 de Julho 2026 Rádio Regional do Centro: Tábua assina protocolos para estudar presença romana e exploração aurífera do rio Alva

O Município de Tábua celebrou protocolos de colaboração para aprofundar a investigação sobre a presença romana no concelho, em particular a exploração aurífera associada ao rio Alva, revelou o presidente da Câmara Municipal.

“Estes protocolos representam mais um passo no trabalho que o Município tem vindo a desenvolver na área da arqueologia e da valorização do património histórico”, destacou Rui Cruz.

A Câmara Municipal de Tábua assina protocolos de colaboração com a Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra (FLUC) e com a Agencia Estatal Consejo Superior de Investigaciones Científicas (CSIC), que visam criar uma estrutura de cooperação científica para o estudo, valorização e divulgação do património arqueológico local.

A iniciativa que se enquadra nas comemorações do Dia Internacional da Arqueologia, assinalado a 24 de Julho, “constitui um momento de particular significado para a valorização do património histórico e arqueológico do concelho de Tábua”.

Em declarações à agência Lusa, Ricardo Cruz explicou que o Município de Tábua tem vindo a desenvolver trabalhos no âmbito da arqueologia, com a publicação da primeira carta arqueológica do concelho e com a preparação de conteúdos para o futuro Welcome Center, onde esta temática terá espaço próprio.

“Temos vindo a trabalhar para recuperar todo o património arqueológico do nosso concelho e também no âmbito daquilo que foi achado numa área que foi explorada por parte dos romanos, na zona da Venda da Esperança. São três acampamentos, no mesmo sítio, em que os mesmos estariam, supostamente, a preparar ou abordar aquilo que era a exploração do ouro do rio Alva”, acrescentou.

Segundo o autarca, o protocolo com a FLUC prevê a criação de uma comissão de acompanhamento e o envolvimento de investigadores e estudantes em trabalhos de campo e de especialização ligados ao património arqueológico.

“A ideia é criar equipas de trabalho para iniciar intervenções no terreno, numa área para a qual já temos autorização dos proprietários, de forma a confirmar e aprofundar os dados já identificados neste achado arqueológico”, adiantou.

Rui Cruz referiu ainda que os acordos permitirão articular o conhecimento científico com o trabalho já desenvolvido pelo Município, potenciando novas investigações sobre a ocupação romana da região. Além da componente científica, destacou também a vertente de valorização turística associada ao projecto, defendendo a criação de uma rota temática ligada à exploração do ouro no rio Alva.

“O objectivo é valorizar o património arqueológico, mas também criar uma futura Rota do Ouro, envolvendo outros municípios atravessados pelo Alva, transformando este património num fator de desenvolvimento turístico para toda a região”, afirmou.

De acordo com o autarca, a Câmara de Tábua continua a preparar candidaturas para a recuperação e valorização de outros elementos patrimoniais do concelho, nomeadamente a Via Romana da Pedra da Sé e a Ponte dos Sumes, considerados projectos prioritários.

Fonte: Campeão da Províncias

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