A Escola Superior de Educação do Politécnico de Coimbra integrou a estreia do Apps for Good no Ensino Superior em Portugal, numa edição que marca uma nova etapa do programa promovido pelo CDI Portugal e posiciona o país como o primeiro da rede internacional a alargar a iniciativa a este nível de ensino.
A edição de 2026 envolve instituições universitárias e politécnicas na aplicação da metodologia Apps for Good em contextos pedagógicos académicos, desafiando estudantes de diferentes áreas a desenvolver soluções digitais com impacto social, através de metodologias activas, aprendizagem baseada em projectos, trabalho colaborativo e resolução de problemas reais.
Na Escola Superior de Educação do Politécnico de Coimbra, a iniciativa decorreu no âmbito da Licenciatura em Educação Básica, na unidade curricular de Desenvolvimento Curricular, envolvendo cerca de 58 alunos, organizados em 16 equipas.
A participação da Escola Superior de Educação do Politécnico de Coimbra dá continuidade ao percurso iniciado em 2025, com o lançamento do UpComing Educators como projecto-piloto dirigido a estudantes de Educação e de formação de professores. Nesse contexto, a instituição destacou-se com a solução Focus Mind, distinguida com o Prémio UpComing Educators, que reconheceu a aplicabilidade da metodologia Apps for Good na formação inicial docente. A plataforma permite aos alunos partilhar ideias e desenvolver projetos, ao mesmo tempo que apoia os professores com novas formas de ensinar, reforçando o potencial desta abordagem para influenciar práticas educativas antes da entrada na profissão.
Além da Escola Superior de Educação do Politécnico de Coimbra, participaram nesta estreia do Apps for Good no Ensino Superior a Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Castelo Branco, a Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico do Porto e a Egas Moniz School of Health & Science, que promoveram os seus Encontros Locais ao longo do mês de Junho.
O Apps for Good faz parte de uma rede internacional fundada em 2010, em Londres, por Iris Lapinski. Em Portugal, foi implementado em 2015, através de uma parceria entre a Direção-Geral da Educação e o CDI Portugal, desafiando alunos e professores a desenvolver soluções tecnológicas para responder a problemas sociais, ambientais ou comunitários. Em 2026, a edição integra os Encontros Regionais, que envolvem equipas do Ensino Básico, Secundário, Estabelecimentos Prisionais e Centros Educativos, nas regiões Norte, Centro-Sul, Madeira, Açores e Comunidades Portuguesas no Estrangeiro, e, pela primeira vez, os Encontros Locais do Ensino Superior, promovidos por cada instituição participante.
Para além da formação de futuros educadores, o Apps for Good assume-se agora como uma metodologia de projeto aplicável a diferentes cursos do Ensino Superior. A abordagem procura promover inovação pedagógica, competências digitais, pensamento crítico, criatividade e trabalho em equipa, aproximando a experiência académica dos estudantes de desafios concretos da sociedade.
Para João Baracho, Director Executivo do CDI Portugal, a chegada do Apps for Good ao Ensino Superior reforça a relevância do programa enquanto metodologia educativa adaptável a diferentes níveis de ensino e contextos de aprendizagem.
“O alargamento do Apps for Good ao Ensino Superior é um passo muito importante para o CDI Portugal e para a própria rede internacional do programa. Ao chegarmos às universidades e aos politécnicos, reforçamos a ideia de que a tecnologia deve ser trabalhada como ferramenta de cidadania, de inovação e de impacto social. No Ensino Superior, os estudantes têm já conhecimento científico e técnico que pode ser aplicado a problemas reais, e o Apps for Good oferece uma metodologia prática, colaborativa e orientada para soluções”, refere.
Fonte: Campeão das Províncias
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