O novo Presidente da República, António José Seguro, afirmou hoje que tudo fará para travar o “frenesim eleitoral” e pediu aos partidos com representação parlamentar “um compromisso político claro” pela estabilidade.
No seu discurso de posse como Presidente da República, no Parlamento, António José Seguro considerou que, terminado “um ciclo eleitoral de três eleições e quatro idas às urnas em apenas novo meses”, Portugal tem “uma oportunidade de ouro” para encontrar “soluções duradouras” num “novo ciclo de três anos sem eleições nacionais”.
O novo chefe de Estado defendeu que os desafios que o país enfrenta desaconselham “um calendário eleitoral de egoísta conveniência”, acrescentando: “A experiência do passado recente, de ciclos eleitorais de dois anos, não é desejável. Tudo farei para estancar esse frenesim eleitoral”.
Ameaças à democracia como “linhas vermelhas”
O novo Presidente da República, António José Seguro, considerou que Portugal não está imune às ameaças aos pilares do sistema democrático, que estabeleceu como “linhas vermelhas”, assumindo a tarefa de “cuidar da democracia”.
“Quero deixar claro que a estabilidade não é um fim em si mesmo, muito menos significa estagnação e imobilismo. A estabilidade é uma condição para a mudança, não uma meta”, afirmou António José Seguro, no seu discurso de posse como Presidente da República, no parlamento.
O novo chefe de Estado referiu que “a História recente revela que em muito pouco tempo se destrói o que foi construído em séculos e que poucos estão a demolir um marco civilizacional resultado do contributo de muitos”.
“Acreditámos na solidez das instituições e na resistência do nosso sistema de valores. Um engano. Num instante esses pilares estão a ser desmoronados”, apontou.
Segundo António José Seguro, “Portugal não está imune a um risco igual”, perturbador do “sistema democrático, do salutar confronto de ideias e do normal funcionamento dos contrapoderes instituídos”.
“Em nenhuma circunstância admitirei que sejam ultrapassadas estas linhas vermelhas: a essência da democracia. Cuidar da democracia tornou-se, nos novos tempos, uma tarefa urgente a que o Presidente da República se entregará por função e por convicção”, acrescentou.
Fonte: Campeão das Províncias
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