A União de Freguesias de Coimbra está esta sexta-feira a percorrer toda a Baixa da cidade com seis equipas no terreno para alertar comerciantes e moradores para a necessidade de salvaguardarem bens, face ao risco elevado de inundações.
Segundo o presidente da autarquia, Carlos Pinto, as equipas estão a informar a população para retirar bens dos rés-do-chão ou colocá-los em zonas mais seguras. “Neste momento, temos seis equipas a percorrer toda a Baixa para avisar e dar conhecimento a todos os comerciantes e habitantes para retirarem os seus bens ou colocarem-nos em zonas mais seguras”, afirmou.
A Baixa de Coimbra poderá ser uma das áreas afectadas caso se confirme o cenário de cheia centenária admitido na quinta-feira à noite pela presidente da Câmara Municipal de Coimbra. Perante essa possibilidade, a junta tem recomendado a saída das pessoas que residem em rés-do-chão. “Às pessoas que estão no rés-do-chão estamos a pedir para saírem, face às grandes probabilidades de haver inundações”, acrescentou o autarca.
De acordo com Carlos Pinto, muitos comerciantes da Baixa começaram ainda na noite de quinta-feira a adoptar medidas preventivas. Durante a noite, pessoas mais fragilizadas e acamadas foram retiradas das suas habitações pela autarquia e pela Protecção Civil.
Também na margem esquerda do rio rio Mondego, a União de Freguesias de Santa Clara e Castelo Viegas realizou ações de sensibilização porta a porta. A presidente da junta, Bertília Simão, explicou que as equipas estiveram a alertar comerciantes e moradores para o risco de inundação, sobretudo nas zonas de cota mais baixa.
Com água já registada na Rua das Parreiras, foi retirada uma pessoa com mobilidade reduzida, enquanto os restantes moradores optaram por permanecer nas suas casas. “A evolução, até agora, não é notável e as pessoas querem permanecer nas suas casas. Avisámos restaurantes, comércio e também moradores que tenham carros em garagens”, referiu.
À meia-noite, as equipas continuavam a bater às portas de residentes e empresários em áreas consideradas de maior risco em Santa Clara. Naquela freguesia, o Convento São Francisco decidiu encerrar o parque de estacionamento como medida preventiva.
Entre as zonas potencialmente afectadas por uma eventual cheia em Coimbra encontram-se a área ribeirinha de Torres do Mondego, Ceira, Conraria, Portela do Mondego, Quinta da Portela, Rossio de Santa Clara — incluindo toda a cota baixa da freguesia —, a Baixa de Coimbra e as zonas das ribeiras de Coselhas, Eiras, Fornos, Covões e Casais.
A nível nacional, o mau tempo associado às depressões Kristin, Leonardo e Marta já provocou 16 mortos, além de centenas de feridos e desalojados.
Entre as principais consequências do temporal registam-se a destruição total ou parcial de habitações, empresas e equipamentos, a queda de árvores e estruturas, o encerramento de estradas, escolas e serviços de transporte, bem como cortes de energia, água e comunicações, além de inundações e cheias.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afectadas. O Governo prolongou até dia 15 a situação de calamidade em 68 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio que poderá atingir os 2,5 mil milhões de euros.
Fonte: Campeão das Províncias
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