COIMBRA,9 de Maio de 2026

Lançados concursos para aproveitamento turístico das estações da Lousã e Serpins

8 de Setembro 2022 Rádio Regional do Centro: Lançados concursos para aproveitamento turístico das estações da Lousã e Serpins

A Turismo Fundos – entidade responsável pelo programa Revive Natureza – lançou, ontem (7), os concursos públicos para o aproveitamento turístico das estações ferroviárias da Lousã e de Serpins. O concurso atribui, durante 25 anos, os direitos de exploração daquelas duas estações, que serviam o ramal da Lousã, desactivado há mais de dez anos na sequência do Sistema de Mobilidade do Mondego (SMM) que deverá entrar em funcionamento apenas em 2024.
De acordo com a Turismo Fundos, que gere o programa de valorização de património do Estado Revive Natureza, a estação da Lousã terá um preço mínimo de cerca de dez mil euros anuais e a de Serpins de cerca de quatro mil euros.
Cada uma das estações tem pouco mais de 300 metros quadrados cada uma, estando as candidaturas abertas entre a passada quarta-feira (7) e dia 5 de Janeiro de 2023, referiu o presidente da Turismo Fundos, Pedro Moreira, na cerimónia de lançamento dos concursos, realizada ontem no Salão Nobre da Câmara Municipal da Lousã. O uso dos espaços terá de ser para “fins turísticos ou actividades conexas” e são majoradas propostas de empresas com sede na Lousã ou em concelhos vizinhos, aclarou.
De acordo com o presidente da Câmara da Lousã, Luís Antunes, a cedência foi consertada com a Metro Mondego, que definiu as áreas necessárias para a sua operação junto àquelas duas estações, no âmbito do SMM.
“Entendemos que este caminho como valorização do património, reforço da identidade do concelho e do seu posicionamento turístico contribui para honrar a nossa história e promover o desenvolvimento do concelho”, realçou, destacando a possibilidade de se dar “um novo uso a estes dois espaços com história”.
As duas estações “desempenharam um papel muito importante no ramal da Lousã e, agora, irão continuar a ser pontos de chegada, de partida e indutores de desenvolvimento”, realçou.
A secretária de Estado do Turismo, Rita Marques, também presente na cerimónia, destacou o trabalho feito quer pela Turismo de Portugal quer pela Infraestruturas de Portugal (IP) no Revive Natureza, que procura “regenerar os territórios” e requalificar património.
“O Revive Natureza materializou-se na pandemia. Isso mostra bem que, durante os dois anos de pandemia, trabalhámos de forma empenhada, em novos programas, na perspectiva da retoma que está a chegar”, salientou.
O presidente da IP Património, Carlos Fernandes, referiu que existem 2.600 quilómetros de ferrovia no país, estando mil quilómetros desactivados.
Desses mil, cerca de 70% já estão subconcessionados, nomeadamente através da sua transformação em ciclovias, notou. Actualmente, há concurso para atribuição de direitos de exploração em dez estações ferroviárias, referiu.

Jornal Campeão das Províncias

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