O sacerdote jesuíta António Vaz Pinto faleceu hoje, aos 80 anos, de idade, na sequência de doença prolongada, segundo informou a Companhia de Jesus em Portugal.
O religioso foi, entre outras missões, alto-comissário para as Migrações e Minorias Étnicas e esteve ligado à criação dos ‘Leigos para o Desenvolvimento’. Em Coimbra, no Centro Universitário Manuel da Nóbrega, “foi um contagiante pastor que, e junto da massa académica, no seio da Alta de Coimbra, no coração da Cidade Universitária, no seu Pólo I, exerceu a missão de assistente religioso dessa anciã Escola Superior”, recorda António Barreiros, que conviveu com o padre Vaz Pinto.
Para este jornalista e empresário, “o padre Vaz Pinto conseguiu deixar uma forte imagem da Igreja de Cristo junto da comunidade universitária de Coimbra, também pela disponibilidade como se apresentou, perante docentes, discentes e funcionários, para estar atento aos seus problemas e às suas questões de vida e de fé”.
“Reconheço em Vaz Pinto um homem dotado do diálogo e da palavra que concitou o interesse de muitos e muitos dos ‘figurantes’ da Universidade de Coimbra, assim como promoveu, através de encontros da mais variada ordem, a circulação da troca de ideias e de opiniões para melhor se compreender a doutrina da Igreja e a Vida de Cristo” – refere António Barreiros.
Os Jesuítas portugueses realçam que o falecido sacerdote “foi responsável pela criação e implementação de várias obras da Companhia de grande impacto apostólico”.
Nascido em Arouca a 2 de Junho de 1942, António Vaz Pinto entrou para a Companhia de Jesus em 1965; foi ordenado padre em 1974, “tendo dedicado grande parte da sua vida à formação cristã e espiritual dos universitários e ao acompanhamento de vários grupos”.
Entre 1998 e 2005 foi assistente nacional da Comunidade de Vida Cristã (CVX) e, em 2008, foi nomeado director da Revista ‘Brotéria’; trabalhou também, durante vários anos, na Rádio Renascença, onde foi assistente entre 1984 e 1997, colaborando com vários órgãos de comunicação social, incluindo a Ecclesia.
A 30 de Janeiro de 2006 foi distinguido pelo Presidente da República, Jorge Sampaio, com o grau de Grande Oficial da Ordem do Infante D. Henrique.
O sacerdote jesuíta faleceu, no Hospital de Santa Maria, em Lisboa, onde estava internado desde o dia 8 de Junho, na sequência de um tumor pulmonar.
Fonte: Campeão das Províncias
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