A escultura “Almedina”, popularmente conhecida como a Guitarra de Coimbra, foi reposta, esta quinta-feira (2), no Arco de Almedina, depois de ter sido retirada deste local há 17 meses pela Câmara Municipal.
Numa cerimónia – na qual participaram o presidente do Município, José Manuel Silva, o presidente da União de Freguesias, João Francisco Campos; o antigo presidente da Junta de Almedina, Carlos Lopes; o tesoureiro da Junta aquando se instalou a estátua, Carlos Pinto; e o escultor da obra, Celestino Alves André – considerada por José Manuel Silva como “singela”, a estátua voltou ao seu lugar, momento que foi visto pelo presidente da Câmara com “regozijo”.
Em declarações aos jornalistas, o presidente da autarquia de Coimbra considerou que a reposição da escultura é uma forma de “honrar o mestre Celestino Alves André, honrar o Centro de Arte Contemporânea, colocando uma deslumbrante peça de arte que honra Coimbra, a guitarra de Coimbra, o fado de Coimbra e a mulher de Coimbra”.
O autarca considerou a reposição da estátua como uma acto “pequeno” e “singelo”, mas “muito significativo” porque esta é a “escultura mais fotografada da cidade , uma peça contemporânea de um valor incalculável e que foi procurada durante meses por turistas – portugueses e estrangeiros – e pelos próprios munícipes”.
José Manuel Silva, que considerou “finalmente estar reposto o respeito por Coimbra e por Almedina”, classificou a retirada da estátua como um “daqueles fenómenos inexplicados da governação anterior” e disse não compreender que uma cidade que se está a candidatar a Capital Europeia da Cultura 2027 esconda parte da sua cultura.
Também o presidente da União de Freguesias de Coimbra, João Francisco Campos, deixou críticas ao antigo Executivo Municipal, referindo que as obras na zona do Arco de Almedina foram a justificação dada à Junta para a retirada da escultura. No entanto, o autarca afirmou, durante a reposição da Guitarra de Coimbra, que a estátua esteve escondida durante 17 meses “porque alguém, por algum capricho, não gostava que esta estivesse junto ao Centro de Arte Contemporânea”.
João Francisco Campos agradeceu a José Manuel Silva “por fazer justiça e por devolver a estátua ao seu devido lugar”.
O antigo presidente da Junta de Almedina, Carlos Lopes, recordou que a escultura foi uma oferenda da população que, devido à agregação da Junta à União de Freguesias de Coimbra, quis “perpectuar na história o nome de Almedina”, que “tem um impacto histórico em Coimbra fortíssimo, não só por ser a mais antiga freguesia, mas pelo peso histórico que tem e por ser o coração da cidade”.
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