Na sequência de questões colocadas pelo CDS sobre a situação do Hospital Compaixão, em Miranda do Corvo, a ministra da Saúde informou que a Administração Regional de Saúde do Centro (ARSC) está a par do investimento feito, um facto que Jaime Ramos, presidente da ADFP – entidade que gere o Hospital, nega.
Ao “Campeão”, Jaime Ramos revela que a “ARS nunca visitou o Hospital e não conhece o investimento realizado, embora tenha sido insistentemente convidada a visitar”, explica, adiantando que “a única visita oficial foi da Equipa Regional de Cuidados Continuados, em 2018, e mostrou interesse em criar 30 camas de cuidados continuados no primeiro semestre de 2019”. Contudo, “nunca nos deram justificação para não terem aberto estas camas”, nota.
A resposta do presidente da Fundação ADFP surge depois de o gabinete da ministra da Saúde, Marta Temido, ter respondido ao CDS (que questionara sobre o Hospital Compaixão e a recusa de atendimento a uma criança no Centro de Saúde de Miranda do Corvo), dizendo que “consultada a ARS Centro, o Ministério da Saúde encontra-se a par do investimento realizado pela Fundação ADFP, no âmbito do seu Hospital Compaixão”.
Adianta, ainda, o gabinete da ministra que “a elaboração de uma qualquer proposta de acordo de cooperação (…) pressupõe a identificação de necessidades reais (não satisfeitas), bem como uma análise económica de custo-benefício. Implica igualmente (…) a correspondente dotação em sede de orçamento”.
Contudo, o presidente da ADFP contrapõe, dizendo não ser necessário “orçamento porque o acordo de cooperação traduz-se em redução de despesa para a ARS”, uma vez que “as cirurgias feitas nos hospitais privados do sector lucrativo em lista de espera que forem realizadas no Compaixão terão uma redução de custos de 10 por cento para o Estado”. A par disto, também “os exames complementares de diagnóstico que forem feitos no Hospital Compaixão não serão pagos a entidades do sector lucrativo, havendo melhor acessibilidade para as pessoas e menos custos para a ARS, nomeadamente no pagamento de transportes de ambulância”, realça.
O também médico chama, ainda, a atenção para o facto de o Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC) ter, diariamente, “cerca de 100 doentes com alta médica que não saem por não haver condições na rede extra-hospitalar”, pelo que crê Jaime Ramos “a contratualização de 40 camas de cuidados continuados no Hospital Compaixão significará redução de custos para o Serviço Nacional de Saúde e melhor qualidade e humanização para doentes e famílias”.
Recorde-se que o CDS questionou a ministra ainda no início de Dezembro, quer sobre a falta de convenção entre o Hospital Compaixão, em Miranda do Corvo, e o SNS, quer sobre um caso de recusa de atendimento a uma criança no Centro de Saúde de Miranda do Corvo.
No geral, o partido, através da deputada Ana Rita Bessa, questionou a ministra sobre se estaria a par do investimento realizado pela Fundação ADFP na construção e equipagem da unidade, quais os motivos pelos quais não foi ainda celebrada uma convenção com o SNS e para quando está prevista a sua concretização. Pretendeu, também, saber “em relação ao caso de que, no dia 26 de Novembro, o Centro de Saúde de Miranda do Corvo recusou atender uma criança de 11 anos que tinha dado entrada com 39 graus de febre” e se isso se deveu ao facto de “de essa criança não estar inscrita nesse Centro de Saúde e ter médico de família atribuído em Coimbra”, pelo que “se é prática deste Centro de Saúde negar atendimento a quem não está lá inscrito”.
“O CDS-PP entende que não é admissível que o SNS negue atendimento seja a quem for”, afirma, na missiva, dirigida a Marta Temido.
E quanto ao Compaixão, o CDS considera que “os sectores privado e social podem e devem coexistir com o sector público, como concorrentes numas circunstâncias, e, noutras, podendo complementar-se entre si, como poderá ser o caso do Hospital Compaixão, em Miranda do Corvo”.
Ao “Campeão”, Jaime Ramos revela que a “ARS nunca visitou o Hospital e não conhece o investimento realizado, embora tenha sido insistentemente convidada a visitar”, explica, adiantando que “a única visita oficial foi da Equipa Regional de Cuidados Continuados, em 2018, e mostrou interesse em criar 30 camas de cuidados continuados no primeiro semestre de 2019”. Contudo, “nunca nos deram justificação para não terem aberto estas camas”, nota.
A resposta do presidente da Fundação ADFP surge depois de o gabinete da ministra da Saúde, Marta Temido, ter respondido ao CDS (que questionara sobre o Hospital Compaixão e a recusa de atendimento a uma criança no Centro de Saúde de Miranda do Corvo), dizendo que “consultada a ARS Centro, o Ministério da Saúde encontra-se a par do investimento realizado pela Fundação ADFP, no âmbito do seu Hospital Compaixão”.
Adianta, ainda, o gabinete da ministra que “a elaboração de uma qualquer proposta de acordo de cooperação (…) pressupõe a identificação de necessidades reais (não satisfeitas), bem como uma análise económica de custo-benefício. Implica igualmente (…) a correspondente dotação em sede de orçamento”.
Contudo, o presidente da ADFP contrapõe, dizendo não ser necessário “orçamento porque o acordo de cooperação traduz-se em redução de despesa para a ARS”, uma vez que “as cirurgias feitas nos hospitais privados do sector lucrativo em lista de espera que forem realizadas no Compaixão terão uma redução de custos de 10 por cento para o Estado”. A par disto, também “os exames complementares de diagnóstico que forem feitos no Hospital Compaixão não serão pagos a entidades do sector lucrativo, havendo melhor acessibilidade para as pessoas e menos custos para a ARS, nomeadamente no pagamento de transportes de ambulância”, realça.
O também médico chama, ainda, a atenção para o facto de o Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC) ter, diariamente, “cerca de 100 doentes com alta médica que não saem por não haver condições na rede extra-hospitalar”, pelo que crê Jaime Ramos “a contratualização de 40 camas de cuidados continuados no Hospital Compaixão significará redução de custos para o Serviço Nacional de Saúde e melhor qualidade e humanização para doentes e famílias”.
Recorde-se que o CDS questionou a ministra ainda no início de Dezembro, quer sobre a falta de convenção entre o Hospital Compaixão, em Miranda do Corvo, e o SNS, quer sobre um caso de recusa de atendimento a uma criança no Centro de Saúde de Miranda do Corvo.
No geral, o partido, através da deputada Ana Rita Bessa, questionou a ministra sobre se estaria a par do investimento realizado pela Fundação ADFP na construção e equipagem da unidade, quais os motivos pelos quais não foi ainda celebrada uma convenção com o SNS e para quando está prevista a sua concretização. Pretendeu, também, saber “em relação ao caso de que, no dia 26 de Novembro, o Centro de Saúde de Miranda do Corvo recusou atender uma criança de 11 anos que tinha dado entrada com 39 graus de febre” e se isso se deveu ao facto de “de essa criança não estar inscrita nesse Centro de Saúde e ter médico de família atribuído em Coimbra”, pelo que “se é prática deste Centro de Saúde negar atendimento a quem não está lá inscrito”.
“O CDS-PP entende que não é admissível que o SNS negue atendimento seja a quem for”, afirma, na missiva, dirigida a Marta Temido.
E quanto ao Compaixão, o CDS considera que “os sectores privado e social podem e devem coexistir com o sector público, como concorrentes numas circunstâncias, e, noutras, podendo complementar-se entre si, como poderá ser o caso do Hospital Compaixão, em Miranda do Corvo”.
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