Conforme tem vindo a ser noticiado, durante o próximo ano, Coimbra assinala os 800 anos do martírio dos primeiros franciscanos em Marrocos e a sua importância na vocação de Santo António.
Neste sentido, foram apresentadas, hoje (17), algumas das actividades previstas no vasto programa pastoral e cultural idealizado para o Ano Santo de 2020.
Na apresentação estiveram presentes várias personalidades ligadas às comemorações dos 800 anos dos Mártires de Marrocos e Santo António, entre elas D. Virgílio Antunes, Bispo de Coimbra; Ana Alcoforado, directora do Museu Nacional de Machado de Castro; Joaquim Caetano, director do Museu Nacional de Arte Antiga; Virgínia Gomes, conservadora do Museu Nacional de Machado de Castro; Milton Pacheco, director da Casa-Museu Elysio de Moura; Francisco Prior Claro, da Comissão Executiva do Jubileu; e Ana Filipa Santos, arquitecta.
Durante a manhã foi, então, apresentada a Carta Pastoral do Ano Santo, escrita por D. Virgílio Antunes e que, conforme o próprio indica, “não se trata de um trabalho de investigação”, mas sim de uma visão interior dos desafios do Jubileu e da vivência da fé cristã.
Quanto ao programa de actividades propriamente dito, são esperadas várias conferências, um ciclo de “Diálogos com António”, um congresso científico, peregrinações, exposições, concertos, um roteiro antoniano e publicações diversas.
Segundo Francisco Prior Claro as três exposições previstas, numa colaboração entre o Museu Nacional de Machado de Castro, em Coimbra, e o Museu Nacional de Arte Antiga, em Lisboa, serão o ponto alto destas comemorações.
A primeira exposição a ser inaugurada será a do Mosteiro de Santa Cruz, dedicada a Santo António (onde este foi sacerdote e estudou), com 32 peças, entre obras de pintura e escultura do Museu Nacional de Arte Antiga (MNAA), do Museu Nacional de Machado de Castro (MNMC), da Biblioteca Municipal do Porto, assim como outras peças ligadas à região de Coimbra.
A inauguração desta mostra está prevista para 02 de Fevereiro, estando patente até 17 de Janeiro de 2021.
Seguir-se-á a inauguração de uma exposição no MNAA, entre 04 de Junho e 31 de Agosto, contando com uma sala centrada nos mártires de Marrocos, que simbolizam “uma viragem na oposição entre cristianismo e islamismo”, referiu Joaquim Caetano, director do Museu.
Já a exposição no MNMC tem início previsto para Setembro e ficará patente até ao final do ano. A mostra, intitulada “Do martírio à santidade – Iconografia e devoção dos mártires de Marrocos”, apresentará várias relíquias dos mártires.
De salientar, também, o itinerário que está a ser planeado, de forma a que possa ser realizada uma peregrinação entre a Igreja de Santa Cruz e a Igreja de Santo António dos Olivais.
Ainda durante a apresentação, a arquitecta Ana Filipa Santos realizou uma demonstração do site oficial do Ano Jubilar, onde será possível consultar todo o programa.
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