As ruínas da Villa Romana do Rabaçal, em Penela, foram propostas pela Direcção-Geral do Património Cultural a sítio de interesse nacional, de acordo com o anúncio publicado, hoje, em Diário da República.
“Com fundamento em parecer da Secção do Património Arquitectónico e Arqueológico do Conselho Nacional de Cultura de 17 de Julho de 2019, que mereceu a minha concordância, é intenção da Direcção-Geral do Património Cultural propor a sua excelência a secretária de Estado Adjunta e do Património Cultural a reclassificação como sítio de interesse nacional/monumento nacional (MN) da Villa Romana do Rabaçal”, lê-se no anúncio assinado pela directora-geral, Paula Araújo da Silva.
Os elementos relevantes do processo (fundamentação, despacho, planta com a delimitação do sítio classificado e da zona especial de protecção em vigor) estão disponíveis nas páginas electrónicas da Direcção-Geral do Património Cultural e Direcção Regional de Cultura do Centro (DRCC).
A consulta pública terá a duração de 30 dias úteis e as observações dos interessados deverão ser apresentadas junto da DRCC, que se pronunciará num prazo de 15 dias úteis.
A proposta de reclassificação partiu da própria DRCC, em Março.
A Villa Romana do Rabaçal está situada a 12 quilómetros a Sul de Conímbriga (Condeixa-a-Nova), parte integrante do território da antiga Civitas, junto da via romana que ligava Olisipo a Baraca Augusta, no concelho de Penela.
De acordo com aquele Município, a sua construção terá ocorrido em meados do século IV, “como confirmam os achados, em especial a abundante numismática recolhida, e terá sido habitada até ao século V”.
A investigação no terreno teve início em 1979 aquando da recolha de dados para a Carta Arqueológica do período romano na área de Conímbriga.
Em 1984 iniciaram-se os trabalhos arqueológicos que prosseguiram sistematicamente até à actualidade.
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