COIMBRA,12 de Abril de 2024

Turismo em Coimbra cresceu nos últimos dez anos, mas ainda há muito por fazer

19 de Junho 2023 Rádio Regional do Centro: Turismo em Coimbra cresceu nos últimos dez anos, mas ainda há muito por fazer

A classificação de Coimbra como património mundial há dez anos, aliada à atractividade do país enquanto destino, fizeram aumentar quase todos os indicadores do turismo na cidade, mas a média de pernoitas permanece quase inalterada.

A 22 de Junho de 2013, Universidade de Coimbra, Alta e Rua da Sofia foram declaradas património mundial pela UNESCO, num momento que coincidiu com a afirmação de Portugal como destino turístico.

Ao longo dos últimos dez anos, Coimbra acompanhou esse ritmo e colheu frutos desse crescimento, com a Universidade de Coimbra a passar dos 250 mil visitantes em 2013 para 501 mil em 2017 (melhor ano até agora), estando ainda a recuperar dos efeitos da pandemia (conseguiu mais cerca de 30 mil visitantes entre Janeiro e Maio deste ano face a 2022), disse à agência Lusa fonte oficial da instituição.

Das capitais de distrito da região Centro, só Aveiro tem mais registos de alojamento local (667) do que Coimbra, que, mesmo assim lidera na capacidade desses mesmos alojamentos (4.519 pessoas), de acordo com o portal da Turismo de Portugal consultado pela Lusa.

Entre 2013 e 2023, Coimbra passou de 18 alojamentos locais para 592, com o número a subir de forma constante, mesmo durante a pandemia.

Em 2019, chegou a ter uma proporção de hóspedes estrangeiros de 61,3% (mais 12 pontos percentuais face a 2013) e os proveitos económicos registados pelos alojamentos turísticos mais do que duplicou entre 2013 e 2019, passando de 15 milhões de euros para 32 milhões de euros, segundo o Instituto Nacional de Estatística.

No entanto, se há dado que permanece praticamente igual é a média de noites passadas na cidade, passando de 1,5 em 2013 para 1,6 em 2021 (último ano com dados disponíveis).

Para o presidente da Câmara de Coimbra, José Manuel Silva, a classificação como património mundial impulsionou o crescimento do turismo na cidade, mas admite que a cidade também beneficiou da “moda em que Portugal se tornou na área do turismo”.

“A cidade beneficia do turismo, mas faltam programas adicionais para manter os turistas durante mais noites em Coimbra. Coimbra e a região precisam de programas que retenham turistas mais tempo”, vincou, aclarando que o executivo está a trabalhar na interacção com os operadores turísticos.

Já o presidente da delegação de Coimbra da Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP), José Madeira, apesar de considerar que a classificação deu “reconhecimento internacional” à cidade e permitiu manter Coimbra como “competitiva face a outros destinos nacionais”, falta “muito trabalho”.

“Não há um plano estratégico para a promoção turística da cidade. A grande maioria dos turistas que cá chega não sabe que Coimbra é património mundial, mas sai sempre daqui encantado. O problema é que mesmo que na recepção se mostre que Coimbra vale mais do que uma noite, o turista já tem hotel marcado para o dia seguinte em Lisboa ou no Porto”, vincou.

Nesse sentido, José Madeira considera que o trabalho mais importante tem de ser feito “longe de casa”, de promoção do destino nos principais mercados.

Fonte: Campeão das Províncias

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