COIMBRA,19 de Abril de 2024

Nuno Moita demitiu-se de presidente da Federação de Coimbra do PS

12 de Janeiro 2023 Rádio Regional do Centro: Nuno Moita demitiu-se de presidente da Federação de Coimbra do PS

Nuno Moita apresentou esta quarta-feira a demissão de presidente da Federação Distrital de Coimbra do PS, conforme apurou o “Campeão”.

O pedido de demissão da liderança partidária do também presidente da Câmara de Condeixa-a-Nova, prende-se com a recente condenação a uma pena suspensa por favorecimento de empresas quando era vice-presidente do Instituto de Gestão Financeira e Equipamentos da Justiça (IGFEJ).

Nuno Moita foi eleito líder Distrital de Coimbra do PS no acto eleitoral realizado a 5 de Novembro de 2022, tendo esta recandidatura sido apresentada em conjunto com João Portugal, que tinha sido seu adversário nas eleições de há dois anos. A outra candidatura, que não saiu vencedora, foi liderada por Victor Baptista.

Recorde-se que na passada quinta-feira, dia 5 de Janeiro, foi conhecida a condenação de Nuno Moita a uma pena suspensa de quatro anos pelo crime de participação económica em negócio, quando era vice-presidente do IGFEJ e relacionado com factos que terão ocorrido entre 2010 e 2012, não tendo ficado impedido de continuar a exercer o cargo de presidente da Câmara de Condeixa-a-Nova.

Em 2019, o Tribunal Central de Instrução Criminal tinha decidido não o levar a julgamento, mas mais tarde, “voltei a ser acusado após recurso do Ministério Público e agora fui condenado em primeira instância, embora com pena suspensa, de uma forma que considero absolutamente injusta”, escreveu Nuno Moita na sua página da rede social Facebook.

Na publicação que fez, o autarca realçou que vai “recorrer até aos limites do que a Justiça lhe permitir” . “Tenho muitos defeitos, mas esse de que me acusam não tenho. Limitei-me a convidar essas empresas”, vincou Nuno Moita, justificando a publicação para “evitar o uso indevido e aproveitamento abusivo desta situação”.

O que diz Nuno Moita

“Após a decisão de primeira instância que deu razão à tese do Ministério Público, e sobre a qual de imediato manifestei a mais firme intenção de recorrer superiormente, por dela discordar em absoluto, aguçaram-se os ataques à minha pessoa e ao Partido Socialista, a que orgulhosamente pertenço, presidindo com elevado sentido de responsabilidade à Federação Distrital de Coimbra do Partido Socialista. Com a aproximação da reunião da Comissão Nacional do Partido, marcada para este sábado em Coimbra, a acusação que sobre mim pende afigura-se uma arma de arremesso de grande eficácia populista contra o PS”, refere Moita em comunicado.

O autarca socialista sustenta que “bem ponderadas todas as consequências”, tomou a decisão de pedir ao secretário-geral do partido, António Costa, a demissão do cargo de presidente daquela federação distrital, “com o objectivo claro e inequívoco de proteger, defender e salvaguardar a imagem e a boa reputação do PS e dos seus militantes”.

“Estou muito seguro da minha inocência e, apesar da pena suspensa com que é acompanhada a sentença de primeira instância e de nada me impedir do exercício de cargos públicos ou políticos, entendo que esta é a decisão que se impõe”, reforça.

Nuno Moita, que afirma aguardar “serenamente a última decisão judicial sobre um processo cujos factos em causa remontam aos longínquos anos de 2010, 2011 e 2012”, convicto de que será capaz de provar a sua inocência, assegura que honrará “o compromisso assumido com os eleitores do Município de Condeixa-a-Nova que, por três vezes consecutivas, me confiaram e delegaram a missão de governar e desenvolver o território onde nasci”, mantendo a liderança da autarquia.

“Nunca permitirei que, eu e as minhas circunstâncias, possam de algum modo ser usadas como arma de arremesso político para denegrir o Partido Socialista, através de estratégias maldosas, retrincadas e de fabulação, desviando atenções do que é essencial, do que realmente importa ao PS, a Coimbra e a Portugal”, conclui o comunicado.

Fonte: Campeão das Províncias

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