Um médico de um centro hospitalar lisboeta é alvo de processo disciplinar por, alegadamente, ter recomendado a uma mulher para não aceitar tratar a surdez de um filho.
A notícia foi divulgada, hoje, pela Agência Lusa, segundo a qual, o otorrinolaringologista invocou incapacidade de uma equipa médica para efectuar um implante coclear.
A criança, 11 anos de idade, acabou por receber o implante, técnica de tratamento da surdez desenvolvida no Hospital dos Covões (Coimbra), ainda no anterior século, por parte de Manuel Filipe e Fernando Filipe, médicos de que foi discípulo o actual director do Serviço de Otorrinolaringologia do CHUC, Luís Filipe Silva.
A mãe da criança informou, por escrito, a directora clínica de uma unidade do Centro Hospitalar e Universitário de Lisboa – Norte (CHULN) que o médico em causa a abordou, dias antes da cirurgia, a indicar que não aceitasse o implante.
A mulher relata, ainda, que o otorrinolaringologista, que não acompanhava a criança, terá obtido o seu número de telefone através da direcção da escola do filho, depois de haver tentado, sem sucesso, consegui-lo através de uma assistente social.
Segundo fontes hospitalares, a cirurgia correu bem e nela participaram três profissionais do CHULN e dois do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC).
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