COIMBRA,24 de Abril de 2024

Instituto de Agronomia vai fazer gestão científica do arvoredo de Coimbra

18 de Março 2024 Rádio Regional do Centro: Instituto de Agronomia vai fazer gestão científica do arvoredo de Coimbra

O Município de Coimbra vai celebrar um acordo de cooperação com o Instituto Superior de Agronomia (ISA) para a prestação de serviços de assistência técnica e científica para a quantificação de biodiversidade e de serviços de ecossistemas prestados pelo arvoredo urbano.

O processo vai à reunião do Executivo de segunda-feira, dia 18, e implica uma despesa de 46.250 mil euros, com prazo de execução de 360 dias. Importa relembrar que Coimbra é uma das poucas cidades portuguesas a ter um Cadastro do Arvoredo Urbano, apresentado no ano passado, uma ferramenta essencial na gestão nesta área.

A Câmara Municipal de Coimbra vai, assim, recorrer à competência dos serviços do ISA (para além da experiência nesta matéria, esta instituição académica efetuou trabalhos similares em Lisboa e Cascais, por exemplo) para quantificar os serviços de ecossistema que proporcionam as árvores de arruamento da cidade, para a totalidade dos indivíduos existentes, com base nos dados já recolhidos pela CMC (incidindo sobre vários componentes, nomeadamente relacionados com a atmosfera, os efeitos hidrológicos e a remoção de poluentes).

No âmbito deste protocolo, o ISA vai, também, recolher informação sobre dados de copa (saúde da copa, copa em falta, exposição da copa à luz, altura da base da copa) para uma amostra de árvores de arruamento do arvoredo sob gestão do Município (para uma melhor estimativa dos serviços ambientais, avaliação da composição e diversidade arbórea) e, ainda, dar formação, na óptica do utilizador, sobre a ferramenta i-Tree, uma aplicação open access criada pelo USDA Forest Service (Serviço Florestal do Departamento de Agricultura dos EUA), que fornece meios para a análise e para avaliação da floresta (tanto em ambientes urbanos como em contexto rural) e dos seus benefícios ecológicos e económicos.

Os trabalhos vão decorrer durante um ano e vão estar a cargo de uma equipa pluridisciplinar do Centro de Ecologia Aplicada Baeta Neves, do Instituto Superior de Agronomia, da Universidade de Lisboa, que inclui especialistas nas áreas de arquitetura paisagista e de ecologia urbana, serviços de ecossistema de árvores urbanas, botânica e sistemas de informação geográfica. A equipa de coordenação vai ser composta pelas professoras Ana Luísa Soares e Susana Dias, além da investigadora Leónia Nunes.

O Município de Coimbra vai, assim, investir neste projecto o total de 46.250 mil euros, dos quais 27.750 euros serão cabimentados este ano e os restantes 18.500 assumem compromisso para o próximo ano. Os pagamentos serão faseados, sendo que o primeiro, de 30%, que corresponde ao valor de 13.875 euros, será feito com a entrega de um relatório de diagnóstico da situação existente e metodologias, o segundo também do mesmo valor, aquando da entrega de um relatório do trabalho de campo, o terceiro também de igual montante com entrega do relatório da tarefa primeira e o quatro e último, de 4.625 euros com entrega do relatório final.

Este trabalho vai permitir fazer balanços de CO2, nomeadamente, o libertado para a atmosfera pela poluição e o captado pelo património arbóreo, com vista à definição de indicadores que permitam o alinhamento com as preocupações ambientais a nível mundial. A ferramenta além de ser utilizada pelos serviços municipais, poderá ser disponibilizada em formato de visualizador para o exterior, o que permite, igualmente, que os projectistas privados, possam melhorar a qualidade dos seus projectos paisagísticos.

Recorde-se que, no ano passado, no Dia Mundial da Árvore, a Câmara de Coimbra apresentou, formalmente, o Cadastro do Arvoredo Urbano. Este documento integra mais de 26 mil espécies existentes no espaço público municipal da área urbana. A plataforma permite ter acesso ao “cartão de cidadão” das árvores, ou seja, é possível consultar a informação das árvores, nomeadamente a sua idade, a sua localização e outras informações técnicas mais específicas relacionadas com a fitossanidades dos exemplares arbóreos. Esta ferramenta é essencial para o planeamento e gestão, que poucos municípios possuem embora seja obrigatória por lei, permitiu coligir dados específicos sobre o património arbóreo urbano que também proporcionam desenvolvimento de trabalhos subsequentes, nomeadamente a quantificação e qualificação dos serviços dos ecossistemas prestados pelas árvores em meio urbano.

Fonte: Campeão das Províncias

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