COIMBRA,4 de Março de 2024

Ex-programador do Convento São Francisco em Coimbra apresenta queixa contra Câmara

12 de Dezembro 2023 Rádio Regional do Centro: Ex-programador do Convento São Francisco em Coimbra apresenta queixa contra Câmara

O ex-programador do Convento São Francisco, Luís Rodrigues, que foi demitido pela Câmara de Coimbra em Novembro após ter sido acusado de assédio, afirmou esta segunda-feira que apresentou queixa-crime contra o Município.

Num comunicado, Luís Rodrigues negou as acusações de assédio por uma funcionária do café-concerto do Convento São Francisco (CSF) e anunciou que decidiu apresentar queixa-crime contra a Câmara Municipal de Coimbra, contra a alegada vítima e ainda contra a directora do Departamento de Cultura e Turismo, Maria Carlos Pêgo, e contra o chefe de Divisão do CSF, Filipe Carvalho.

A 10 de Novembro, confrontada pela agência Lusa sobre alegações de assédio contra Luís Rodrigues, a Câmara de Coimbra afirmou que tinha decidido terminar a ligação contratual com o programador, que estava em regime de avença naquela espaço cultural de Coimbra.

Esta segunda-feira, Luís Rodrigues afirma que o procedimento administrativo para cessar a sua ligação ao Município apenas foi iniciado através de carta registada quatro dias após o anúncio público da autarquia.

Segundo o comunicado, o ex-programador já apresentou a sua defesa em sede de audiência de interessados e salienta que o fundamento invocado pela Câmara de Coimbra para o despedimento “não foi o imputado crime de assédio”, mas um “alegado incumprimento de obrigações contratuais”.

“O signatário repudia veementemente qualquer forma de assédio (moral e/ou sexual), negando ter tido alguma conduta menos própria em relação à suposta vítima e lamentando que a inexistência de queixa o impeça de, na sede própria, ficar indubitavelmente comprovada a sua inocência”, refere Luís Rodrigues.

Questionado pela agência Lusa sobre qual o incumprimento que é alegado pela autarquia, Luís Rodrigues escusou-se a dizer, notando que o seu contrato obriga a um “dever de confidencialidade”.

Apesar disso, admitiu que não foi apresentada candidatura por parte do CSF à Rede de Teatros e Cineteatros, vincando, contudo, que não é o “único responsável” pela elaboração dessa candidatura.

O ex-programador não negou as conversas relatadas pela vítima à agência Lusa, mas vincou que o Ministério Público não tem conhecimento de qualquer inquérito criminal aberto contra a sua pessoa.

Luís Rodrigues esclareceu que estabeleceu uma “relação de cordialidade” com a jovem que o acusou de assédio, referindo que houve “uma série de conversas e troca de informações” com a alegada vítima ao longo de três meses.

“[Em determinado momento], a pessoa em causa passou a tentar evitar-me e eu quis tentar perceber o porquê daquela mudança abrupta”, disse, justificando assim a insistência de mensagens porque queria perceber a situação. Para Luís Rodrigues, “houve um enorme mal-entendido, sem dúvida”.

O ex-programador referiu ainda que o processo de despedimento ainda não está concluído, após ter-se pronunciado em audiência de interessados. Há um despedimento tácito antes de eu responder ao que quer que seja”, criticou.

O tema foi abordado esta segunda-feira durante a reunião do Executivo, por parte da vereadora do PS, Regina Bento. Confrontado pela oposição, o presidente da Câmara de Coimbra, José Manuel Silva, recusou-se a comentar a questão, referindo que “os tribunais são órgãos próprios e irão tomar as decisões que acharem apropriadas”.

Fonte: Campeão das Províncias

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